quarta-feira, 22 de junho de 2011

Vistoria em Casas Geriátricas

Decorrente do meu trabalho, tenho feito vistorias em casas geriátricas. Confesso que tenho me tocado muito com isso. Ver que no final da vida algumas pessoas são depositadas pelas famílias em locais nem sempre adequados as suas necessidades, sem falar na sensação de abandono que os deve acometer ao saberem que estão lá pois algumas famílias simplesmente não os querem. Evidentemente que existem locais bastante adequados e com estrutura para dar a assistência necessária às dificuldades enfrentadas nessa fase da vida, mas existem locais que não o possuem. Na verdade, o que mais me toca é a fisionomia daquelas pessoas que, muitas vezes, me parece que se sentem felizes por ver que alguém está lá dando algum tipo de atenção à eles, nem que seja para averiguar as condições sanitárias do local. Me tocou alguns relatos por parte dos trabalhadores das casas que diziam que muitas famílias simplesmente relegam a responsabilidade e vêem aquelas pessoas como um incômodo, vendem os seus pertences, não os visitam, enfim, abandonam-os completamente. Infelizmente muitos se esquecem que todos envelhecemos. Verificar as dificuldades físicas de muitos deles, os quais necessitam de ajuda para tudo e pensar o como eu me sentiria se estivesse no lugar deles, sem poder tomar banho sozinha e nem ir ao banheiro, ficando exposta na intimidade à terceiros, deve ser muito difícil lidar com essas perdas de autonomia.
De fato, a maioria das pessoas não está preparada para envelhecer e, muito menos, para lidar com o envelhecimento dos que os cercam. Nós como cidadãos e como futuros profissionais da saúde devemos refletir sobre isso e rever como iremos agir diante dessas questões.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Hígia e Panaceia

Trazidas pelo professor Ricardo Ceccim essas graciosas bonequinhas expressam representações importantes para o nosso contexto de estudo: a Saúde Coletiva.
A história da representação feita por elas advém da mitologia grega. Ambas eram filhas de Asclépio (ou Esculápio para os romanos) o qual fora filho de Apolo, o Deus da Medicina. Ambas aprenderam com o pai a sua arte.
Hígia, a da esquerda, lembra higiene e, ao meu ver, lembra um princípio de vigilância. Deusa da saúde, limpeza e sanidade. Associada com a prevenção da doença e a continuação da boa saúde.
Panaceia (da direita), a deusa da cura. Panaceia é utilizado como um termo que define remédio para todos os males. De uma lógica mais medicalizante, biomédica, Panacéia cura, não previne ou promove como a irmã.
Na aula, foram discutidas as impressões passadas pelas imagens das bonecas, as quais pretendem demonstrar o que cada figura representa nos conceitos de saúde e doença. Como já esperado, Hígia passou uma imagem de maior abertura, descontração e Panaceia uma imagem mais enrigecida, fechada. As impressões corresponderam aos conceitos que elas representam. A discussão foi rica e propiciou o diálogo acerca de diversos conceitos trabalhados na Saúde Coletiva. Fez sentido para mim e para a minha formação.

Atividade Integradora: filme "O Céu de Suely"



O filme possibilitou a reflexão acerca da vulnerabilidade social a qual a protagonista vive e as pessoas que convivem com ela também estão submetidas. Esse contexto propicia situações nas quais as pessoas se submetem em decorrência das condições em que vivem ou em sobrevivem. Existem diversas discussões possíveis acerca do filme. Para quem não viu, eu recomendo para que depois possamos fazê-las.

Para que serve esse blog?

Esse blog se destina a ser uma ferramenta de portifólio, um blogfólio o qual será utilizado a partir do quarto semestre de curso, uma vez que, até então, era utilizado o portifólio em forma de caderno. Aqui serão expressas impressões, relações entre os diversos conteúdos da graduação, as vivências profissionais e pessoais que fizerem sentido para a minha trajetória.